Pandemia gera dificuldade de contratação de estrangeiros no Japão

Pandemia gera mais dificuldade no processo de contratação de estrangeiros no Japão
Realizada recentemente, uma pesquisa mostrou que a pandemia no novo coronavírus parou de forma abrupta todos os processos de contratação por empresas tanto no âmbito público como particular e forçou que estudantes universitários procurem empregos no Japão durante o verão.
Enquanto que imigrantes do país, sejam de 28% australiana, 21% canadense e 14% britânica, apenas 1,9% de 126,2 milhões de habitantes do Japão. Apesar da situação estar em fase de possíveis mudanças, existem outros fatores que afetam e afligem o país em sua totalidade, como a queda da taxa de fecundidade (de 2,1 filhos na década de 70, para 1,4 hoje em dia), o envelhecimento da população (com uma expectativa de vida de 84,2 anos, o Japão, é um dos países com maior número de idosos do mundo), baixa participação das mulheres no mercado de trabalho (onde mulheres que querem trabalhar tem muitas dificuldades em encontrar alguém que possa cuidar dos seus filhos enquanto estão trabalhando) e a escassez de trabalhadores qualificados no mercado profissional, tem se agravado ainda mais em tempos de pandemia e falta de imigrantes.
Tudo se reflete no encargo de um sistema de saúde e seguridade social que precisa cuidar e lidar de uma população que está envelhecendo, adoecendo e diminuindo. Segundo uma pesquisa da Reuters, uma agência de notícias britânicas, existem mais de 1,63 empregos disponíveis para cada pessoa que esteja à procura de trabalho, sendo esse o maior índice desde 1974.
A forma como o Japão encarou a primeira onda da Covid-19, foi considerada referência para o mundo, mas nos últimos meses, a população e o governo parecem ter enfraquecido. Assim como muitos países em número de vítimas, o Japão possui quase 14 mil mortos pelo vírus, porém ainda se mantém em uma melhor posição se comparado a outros países ocidentais.
Com tais medidas de relaxamento, as autoridades não se prepararam de forma adequada e se abstiveram de ações mais rígidas, fomentando assim em menos autodisciplina e mais contato por parte dos habitantes.
A campanha de vacinação e o lento ritmo de imunizar a população, tem gerado oposições e ceticismo, devido a outras doses já aplicadas anteriormente.
Os imigrantes são essenciais
O que deve se esperar das autoridades superiores é a implantação de políticas com senso em urgência para desencadear o aceleramento da vacinação no país e minimizar a propagação do vírus.
Assim como em outros países, é necessário medir esforços e prevenir um colapso na saúde global ainda maior.
Com tantas mudanças e restrições, é inegável a possibilidade de que o governo japonês altere as políticas e a legislação de imigração, onde ao mesmo tempo, é previsto a contratação de estrangeiros pelos próximos 6 anos para compensar a falta de mão de obra.

MAX BLANC

Ceo Super Agência

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